ALCAPARRAS (CAPERS, KAPERN, CÂPRE, CÀPPERO).
O autor responde: sergio.di.petta@cmg.com.br
Envie para o autor suas dúvidas sobre plantio, colheita e cura da alcaparra e o seu uso no preparo dos pratos.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

 119.    NOVOS PREDADORES




É SURPREENDENTE A DINÂMICA OPERADA PELA NATUREZA.  TÃO LOGO INTRODUZIMOS UMA PLANTA EXÓTICA (ALCAPARREIRAS) AQUI EM VALINHOS, APARECERAM  PREDADORES, OU MESMO  ALGUM SER VIVENTE QUE SE ASSOCIA À NOVA MORADORA A FIM DE SOBREVIVER.

AS FORMIGAS FORAM AS PRIMEIRAS A CHEGAR.  DIFERENTES  DAQUELAS QUE PROCURAM OS BOTÕES FLORAIS DAS ALCAPARREIRAS EM BRASÓPOLIS, ESTAS SÃO MICRO FORMIGAS. MENORES AINDA DO QUE AS QUE NOS INCOMODAM  EM NOSSAS COZINHAS. EM SEGUIDA AS  BORBOLETAS, PEQUENAS, BRANCAS AMARELADAS,  QUE COLOCAM SEUS OVOS NAS FOLHAS, PRIMEIRO ALIMENTO PARA SUAS LARVAS.

AGORA APARECERAM AS JOANINHAS, OU MELHOR, UM COLEÓPTERO DA FAMÍLIA COCCINELIDAE,  DE COR PRETA COM MARCAÇÕES BRANCAS E AMARELADAS.  ESSA FAMÍLIA DE INSETOS PERFAZ CENTENAS, OU TALVEZ MILHARES, DE REPRESENTANTES DE TODAS AS CORES E ALGUNS FORMATOS.  PODERÍAMOS PENSAR QUE, IDENTICAMENTE ÀS JOANINHAS CONHECIDAS, SÃO CARNÍVORAS E SE ALIMENTAM DE PULGÕES E ÁCAROS MAS O REGIME ALIMENTAR DESSES COLEÓPTEROS É MUITO AMPLO E EXISTEM TAMBÉM AQUELES QUE ESSENCIALMENTE SE ALIMENTAM DE VEGETAIS E AINDA OS ONÍVOROS.

POR ESSES TODOS MOTIVOS, POR ENQUANTO, NÃO SABEMOS SE O PREDADOR DOS BOTÕES FLORAIS QUE APARECEM NA PRIMEIRA FOTO É UMA FORMIGA, A COCCINELA OU ALGUM INVASOR NOTURNO QUE DEGUSTOU, NA CALADA DA NOITE, PARTE DA ALCAPARRA.

NAS FOTOS 3 E 4, UM POUCO AUMENTADAS, VEMOS MUITOS FIOS BRANCOS, FORMIGAS E A PRIMA DA JOANINHA. SERIAM ESSES FIOS BRANCOS HIFAS DE FUNGOS CULTIVADOS PELAS MICRO FORMIGAS? E NESSE CASO O COLEÓPTERO ESTARIA SE ALIMENTANDO DESSES FUNGOS, ESTABELECENDO UMA PARCERIA COM AS FORMIGAS?

HAVERIA NECESSIDADE DE UM MICROSCÓPIO BINOCULAR POTENTE, E TAMBÉM UM ESPECIALISTA, PARA DETERMINAR SE SE TRATA DE UM FUNGO CULTIVADO PELAS FORMIGUINHAS.  27.09.23   DI PETTA





terça-feira, 29 de agosto de 2023

118. PLANTIO DE ALCAPARREIRAS EM VALINHOS, S. P.

 


A AVENTURA DE TENTAR ACLIMATAR ALCAPARREIRAS NO BRASIL, INICIADA HÁ MAIS DE VINTE ANOS, NATURALMENTE LEVOU EM CONTA ALGUMAS PREMISSAS NECESSÁRIAS PARA QUE O EMPREENDIMENTO TIVESSE ÊXITO.

 SABEMOS QUE A PLANTA EXÓTICA, EM QUESTÃO, VEGETA EM REGIÃO SEMI ÁRIDA DA BACIA DO MAR MEDITERRÂNEO, ONDE O CLIMA TEM INVERNOS FRIOS, ÀS VEZES COM NEVE. ALÉM DISSO, TAMBÉM LEVAMOS EM CONTA QUE OS TERRENOS ONDE VEGETAM TEM PH BÁSICO, SÃO PROFUNDOS E BEM DRENADOS.   PORTANTO, TIRAMOS DAÍ ALGUMAS CONCLUSÕES.

1. A PLANTA, ESPECIALMENTE SUAS RAÍZES, NÃO ESTÃO HABITUADAS A MUITA UMIDADE,

2.  VEGETANDO EM CLIMAS COM INVERNO ÁS VEZES RIGOROSO, TÊM UM PERÍODO DE DORMÊNCIA, QUANDO PERDE A MAIORIA DE SUAS FOLHAS PARA REBROTAR, COM VIGOR, NA PRIMAVERA.

3.  HABITUADAS A VEGETAR EM TERRENOS BEM DRENADOS, MUITAS VEZES PEDREGOSOS, TEM RAÍZES GRANDES E PROFUNDAS PARA ABASTECER-SE DA POUCA UMIDADE NECESSÁRIA.

ENTÃO, PARA TRANSPLANTAR ESSA EXÓTICA PARA NOSSO CLIMA, TERÍAMOS QUE, INICIALMENTE, FABRICAR UM SOLO BEM DRENADO E COM PH ACIMA DE 7. E ESSE PROCEDIMENTO É BASTANTE FACTÍVEL.  ENTRETANTO, A REGIÃO ONDE INICIAMOS A EXPERIÊNCIA EM QUESTÃO, SERRA DA MANTIQUEIRA, TEM, OU PELO MENOS TINHA, UM REGIME DE CHUVAS QUE POSSIBILITAVA, ÀS VEZES, CHUVA, GAROA OU MUITA UMIDADE, DURANTE UMA SEMANA OU MAIS, FATO QUE SE PODE COMPROVAR EXAMINANDO OS TRONCOS DOS ARBUSTO E ÁRVORES, TODOS TOMADOS POR FUNGOS, LÍQUENS E ALGAS. ENTÃO, DECIDIMOS DESDE O INICIO, COBRIR AS ALCAPARREIRAS A FIM DE QUE NÃO PERMANECESSEM ÚMIDAS DURANTE MUITOS DIAS PARA QUE NÃO FOSSEM ATACADAS POR PREDADORES QUE MELHOR SE DESENVOLVEM NA UMIDADE.

ESSA DECISÃO, EM PRINCIPIO, E ENQUANTO A PLANTA NÃO ESTIVER PLENAMENTE ADAPTADA AO NOVO CLIMA E SOLO, MOSTROU-SE NECESSÁRIA DEMONSTRADO, HÁ POUCOS ANOS, QUANDO UMA PLANTAÇÃO COMERCIAL NO PAÍS VIZINHO FOI ATACADA PELO FUSÁRIO, COM PERDAS SIGNIFICATIVAS.  EVIDENTE QUE UM FUNGICIDA PODERIA SER USADO MAS CONTAMINARIA EXATAMENTE OS BOTÕES FLORAIS, OBJETIVO DESSA CULTURA. EXISTEM PREVENTIVOS NATURAIS QUE COMBATEM O ATAQUE DO FUNGO MAS TORNARIA A EXPLORAÇÃO COMERCIAL DO CONDIMENTO ANTI ECONÔMICO.

POR ESSES MOTIVOS O CAMINHO SERÁ, INICIALMENTE, A MULTIPLICAÇÃO SEXUADA DA PLANTADA A FIM DE OBTER VARIAÇÕES IMUNES AOS PREDADORES MAIS LETAIS.

DE MANEIRA GERAL A MATA ATLÂNTICA, OU O QUE SOBROU DELA, ESPECIALMENTE NA SERRA DA MANTIQUEIRA, É LOCAL DE ABUNDANTES CHUVAS E DE UMIDADE. POR OUTRO LADO A REGIÃO DE CAMPINAS, VALINHOS, ETC. TEM AR MAIS SECO, ESPECIALMENTE PELO REGIME DE VENTOS E CHUVAS DESCONTINUADAS.  POR ESSE MOTIVO, E TAMBÉM PORQUE ESTOU MORANDO EM VALINHOS, RESOLVI PLANTAR ALGUMAS ALCAPARREIRAS PARA EXPERIMENTAR ESSE OUTRO REGIME DE CHUVAS E, NATURALMENTE, SEM A COBERTURA.  AS FOTOS E O FILME COLOCADOS ABAIXO MOSTRAM PLANTAS COM DOIS ANOS.















domingo, 6 de novembro de 2022

117.   

À  PROCURA DO PREDADOR DAS SEMENTES DAS ALCAPARREIRAS.


                                

AQUI EM VALINHOS, SP, EM UM CANTEIRO FEITO JUNTO AO MURO DE DIVISA E UTILIZANDO UM SUBSTRATO SIMPLES DE TERRA VEGETAL, DESSAS QUE SE COMPRAM EM CASAS DE JARDINAGEM, SEMEEI NO INICIO DE SETEMBRO UMAS  SESSENTA SEMENTES DE ALCAPARREIRAS, A LANÇO.

ESSE CANTEIRO, A CÉU ABERTO, PEGA SOL DESDE AS 09:00 H ATÉ AS 16:00 H E AS CHUVAS NORMAIS DO PERÍODO.  QUANDO A TERRA SE APRESENTOU SECA MOLHAMOS  PARCIMONIOSAMENTE.

APÓS UM MÊS OBTIVEMOS A GERMINAÇÃO DE 4 SEMENTES CUJAS FOTOS DAS PLÂNTULAS ( 04.11-22) ESTÃO ABAIXO..



  

      PLÂNTULAS DE SEMENTES SEMEADAS EM SETEMBRO.   

 

NAS CONDIÇÕES DESSA EXPERIÊNCIA PODERÍAMOS CONCLUIR QUE AS SEMENTES EM QUESTÃO TEM  UM PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO DE 6,6%.   NATURALMENTE NÃO SE PODE EXTRAPOLAR ESSE RESULTADO PORQUE SERIA NECESSÁRIO OUTRAS TANTAS EXPERIÊNCIAS NESSAS MESMAS CONDIÇÕES.  SERVE, ENTRETANTO, PARA VERIFICAR A DIFICULDADE DA GERMINAÇÃO DE SEMENTES DE ALCAPARREIRAS E PODERÍAMOS INCLUSIVE PENSAR QUE AS SEMENTES NÃO GERMINADAS ESTARIAM  INUTILIZADAS POR ALGUM PREDADOR DESCONHECIDO,  COMO AS QUE  VAMOS MOSTRAR MAIS ADIANTE.

 A DIFICULDADE DE CULTIVAR ALCAPARREIRAS PRENDE-SE AO FATO DE SER DIFÍCIL SUA MULTIPLICAÇÃO  POR VIA SEXUADA, ISTO É, ATRAVÉS DE SEMENTES. MUITO SE TEM ESTUDADO NO SENTIDO DE AUMENTAR O PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO ATRAVÉS DE MÉTODOS PARA  TENTAR ABREVIAR A DORMÊNCIA DAS SEMENTES . 

 ENTRETANTO DEVEREMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO OUTRO FATO RELEVANTE QUE PODERÁ SER RESPONSÁVEL PELO BAIXO PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO. A EXISTÊNCIA DE UMA ENTOMOFAUNA MICROSCÓPICA QUE ESTARIA PREDANDO AS SEMENTES NÃO TRATADAS CONTRA FUNGOS E E INSETOS.                                                                

 



AS DUAS FOTOS ACIMA MOSTRAM SEMENTES DE 2018 GUARDADAS SEM NENHUMA PROTEÇÃO CONTRA FUNGOS OU INSETOS. ELAS FORAM ATACADAS POR ALGUM PREDADOR QUE POR FALTA DE UM BOM MICROSCÓPIO NÃO CONSEGUI IDENTIFICAR.  ANALISANDO O PÓ RESULTANTE, MUITO FINO E PROVAVELMENTE  1/40 DE mm PODE-SE CONCLUIR QUE O PREDADOR É MUITO PEQUENO.  CASO ALGUMA ESCOLA DE AGRONOMIA QUE DISPONHA DE EQUIPAMENTO APROPRIADO SE INTERESSE EM ESTUDAR O ASSUNTO POSSO ENVIAR O MATERIAL.

 


A PRIMEIRA FOTO SÃO SEMENTES DE 2014, SAUDÁVEIS.   NA SEGUNDA FOTO TEMOS SEMENTES DE 2018  ATACADAS PELO PREDADOR.



AS SEMENTES MAIS CLARAS JÁ ESTÃO COMPLETAMENTE OCAS.

 

SERGIO DI PETTA 04.11.22








  

         

 

segunda-feira, 15 de agosto de 2022

 116.   PRESERVAÇÃO DAS SEMENTES DAS ALCAPARREIRAS


      foto 1

ALGUMAS POUCAS PALAVRAS SOBRE O ASSUNTO DA POSTAGEM 115.   AINDA NÃO FOI DESTA VEZ QUE CONSEGUIMOS A MULTIPLICAÇÃO CELULAR PARA FAZER MUDAS.  NÃO É FÁCIL ESTABELECER UM PROTOCOLO, ESPECIALMENTE SEM RECURSOS FINANCEIROS.  VAMOS AGUARDAR ALGUMA AJUDA DE ÓRGÃOS OFICIAIS.

DESDE 2010 TENHO GUARDADO SEMENTES PARA EXPERIÊNCIAS DE GERMINAÇÃO. ISSO PORQUE TODA A LITERATURA SOBRE O ASSUNTO RELATA A LONGEVIDADE DAS SEMENTES E DIZEM ATÉ QUE SEMENTES NOVAS NÃO GERMINAM.

AS SEMENTES SÃO DEVIDAMENTE SECAS AO SOL E COLOCADAS EM CONTENTORES DE PLÁSTICO HERMÉTICOS. EM 2013 E 2014 ADICIONAMOS SULFATO DE COBRE E CAL  PARA PRESERVAR CONTRA FUNGOS.

NA FOTO 1 VEMOS AS SEMENTES  MAIS ANTIGAS COM APARENTE PRESERVAÇÃO, ENTRETANTO AS DO ANO 2018, QUE NÃO RECEBERAM O TRATAMENTO, FORAM ATACADAS POR ALGUM PREDADOR, QUE ESTÁ SENDO INVESTIGADO, O QUE PRODUZIU AQUELE PÓ DA COR DO INVÓLUCRO DAS SEMENTES.   ESSA OCORRÊNCIA SOMENTE ACONTECEU COM SEMENTES DO ANO DE 2018.

 A MULTIPLICAÇÃO DAS ALCAPARREIRAS É O REAL GARGALO PARA SEU CULTIVO COMERCIAL POIS O PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO DE SUAS SEMENTES É ALEATÓRIO E NORMALMENTE MUITO BAIXO. TRABALHOS TEM SIDO FEITOS NO SENTIDO DE QUEBRAR A "DORMÊNCIA" DAS SEMENTES E CONSTA DE ALGUMAS POSTAGENS DESTE BLOG.

  PARA UMA PLANTAÇÃO COMERCIAL DE , POR EXEMPLO, UMAS 4000 MUDAS TERÍAMOS DOIS CAMINHOS VIÁVEIS: OU SEMEAR E OBTER A GERMINAÇÃO OU CONSEGUIR CLONES POR DIVISÃO CELULAR.  A ESTAQUIA, QUE É POSSÍVEL FAZER, SERIA MUITO TRABALHOSA E DEMORADA.

 

TODAVIA, ENQUANTO NÃO TIVERMOS O APOIO DOS ÓRGÃOS OFICIAIS PARA O ESTUDO E OBTENÇÃO DE MUDAS POR DIVISÃO CELULAR EM LABORATÓRIO, VAMOS TENTANDO FAZER NOVOS EXPERIMENTOS NO SENTIDO DE CONSEGUIR A MULTIPLICAÇÃO POR SEMENTES E TAMBÉM POR ESTAQUIA, MAS AGORA USANDO AS PEQUENAS BROTAÇÕES LATERAIS AOS GALHOS MAIS LENHOSOS. VIDE FOTO 2 COM PLÂNTULAS DE UM ANO.


    foto 2

PARA ESSA NOVA EXPERIÊNCIA UTILIZAMOS ENRAIZADOR.  ÀS VEZES O ÁCIDO INDOL BUTÍLICO (OU BUTÍRICO), E OUTRAS VEZES O ÁCIDO GIBERÉLICO. VIDE FOTO 3.  ABAIXO UMA ESTACA JÁ COM DOIS ANOS E MEIO.  FOTO 4

   

   foto 3                                                             foto 4

15 DE AGOSTO 2022.  DI PETTA SERGIO.


quarta-feira, 5 de agosto de 2020

115. ALCAPARREIRAS. FINALMENTE A MULTIPLICAÇÃO CELULAR


É LENDÁRIA A DIFICULDADE DE FAZER GERMINAR SEMENTES DE ALCAPARREIRAS.  A QUEBRA DO QUE CHAMAMOS DE DORMÊNCIA TEM SIDO OBJETO DE ESTUDOS EM VÁRIAS UNIVERSIDADES  INCLUSIVE NA CALIFÓRNIA, EUA, COM SOLUÇÕES QUE VÃO DESDE A ESCARIFICAÇÃO DO INVÓLUCRO DO EMBRIÃO DAS SEMENTES  ATÉ O TRATAMENTO COM ACIDO SULFÚRICO, PASSANDO POR MANTÊ-LAS NA GELADEIRA POR ALGUM TEMPO ANTES DE SEMEÁ-LAS.   OS RESULTADOS TEM SIDO ALEATÓRIOS E SOFRÍVEIS.

 

POR ISSO TEMOS PROCURADO, JÁ HÁ  UM BOM TEMPO, ALGUMA ENTIDADE PÚBLICA OU PRIVADA QUE PUDESSE E QUISESSE ESTUDAR E INSTITUIR  UM PROTOCOLO PARA OBTER A MULTIPLICAÇÃO DAS ALCAPARREIRAS IN VITRO POR DIVISÃO CELULAR, ÚNICA MANEIRA DE ESTABELECER UMA PLANTAÇÃO COMERCIAL, EM TEMPO MAIS CURTO, COM PLANTAS DE MESMA GENÉTICA, MAIS  PRODUTIVAS E MELHOR ADAPTADAS AO NOSSO CLIMA E SOLO.

 

APÓS ESSES 20 ANOS QUE ESTIVEMOS CULTIVANDO E ESTUDANDO ESSE CONDIMENTO, FINALMENTE, TEMOS A SATISFAÇÃO DE  INFORMAR AOS SEGUIDORES DESTE BLOG E DEMAIS INTERESSADOS NO CULTIVO DESSE CONDIMENTO, QUE ACABAMOS DE INICIAR UMA  PARCERIA COM O ENGENHEIRO AGRÔNOMO RODRIGO VERALDI ISMAEL, DO VIVEIRO FRUTOPIA, AUTOR DO PREFÁCIO DO LIVRO "O CULTIVO DE ALCAPARREIRAS" .

 

ENG. RODRIGO, INCANSÁVEL PESQUISADOR, COM INÚMERAS ATIVIDADES EM SUA PROPRIEDADE NO MUNICÍPIO DE SÃO BENTO DO SAPUCAÍ, MONTOU UM LABORATÓRIO, SEM DUVIDA PROFISSIONAL, PARA INICIAR A MULTIPLICAÇÃO DAS ESPÉCIES COM QUE TRABALHA  E TAMBÉM DAS VARIAÇÕES GENÉTICAS DAS ALCAPARREIRAS, OBTIDAS POR NÓS NESSES VINTE ANOS DE TRABALHO COM ESSAS PLANTAS EXÓTICAS.

 

HÁ DEZ DIAS RECEBEMOS A VISITA DO ENG. CAIO MORAIS DE ALCÂNTARA BARBOSA,  RESPONSÁVEL PELO LABORATÓRIO DO VIVEIRO FRUTOPIA, PARA O RECOLHIMENTO DO MATERIAL NECESSÁRIO À EXPERIMENTAÇÃO DE CLONAGEM NO LABORATÓRIO RECÉM INAUGURADO. TÍNHAMOS JÁ PREPARADO ALGUMAS PLANTAS REPRODUZIDAS POR SEMENTES DE MESMA ORIGEM E QUE APRESENTAVAM CARACTERÍSTICAS FAVORÁVEIS EM TERMOS DE PRODUÇÃO E SANIDADE.   FOTOS 1,2 E 3.


                        FOTO 1                                                                     FOTO 2


                                                                 FOTO 3


O ENG. CAIO RECOLHEU ESSE MATERIAL E O TRANSPORTOU PARA O LABORATÓRIO. MANDOU-ME NO MESMO  DIA AS FOTOS 4, 5 E 6.



                                                              FOTO 6

HOJE (DEZ DIAS APÓS O INÍCIO DA TENTATIVA DE GERMINAÇÃO IN VITRO) TIVE A GRATA SATISFAÇÃO DE RECEBER DO ENGENHEIRO VERALDI  AS FOTOS 7, 8 E 9 QUE ATESTAM O SUCESSO INICIAL DA BROTAÇÃO PROVA DE QUE A CONDUTA PARA ESTABELECER UM PROTOCOLO PARA ESSA DIVISÃO CELULAR  ESTÁ NO CAMINHO CERTO.           

 


                                                              FOTO 9


PARABÉNS.

 

SÉRGIO DI PETTA, 05.08.20


terça-feira, 31 de março de 2020

114. TRATOR JOHN DEERE 5078 E -ROUBADO-

 
   ROUBADO 
 
 



ROUBADO NO SÍTIO SÃO CAMILO, BRAZÓPOLIS, MG,  NO DIA 13 DE JANEIRO ÚLTIMO.
 
FOI FEITO O BOLETIM DE OCORRÊNCIA NA POLICIA MILITAR DA MESMA CIDADE.
 
O TRATOR FOI VISTO NO DIA 23 DE JANEIRO, EM CIMA DE UM CAMINHÃO PLATAFORMA (TONS DE VERMELHO), A UNS 2 KM ANTES DO PEDÁGIO DE LAVRAS, MG, NA FERNÃO DIAS INDO EM DIREÇÃO A BELO HORIZONTE.
 
QUEM O VIU IMEDIATAMENTE TELEFONOU PARA A DELEGACIA DE BRAZÓPOLIS. O DELEGADO ESTAVA DE FÉRIAS. QUEM ATENDEU FEZ O QUE PODE PARA TOMAR PROVIDENCIAS MAS...
 
PARECE QUE NÃO EXISTE NENHUM ESQUEMA DE COMUNICAÇÃO ENTRE A POLÍCIA E OS PEDÁGIOS OU POLICIAS RODOVIÁRIAS.  

CASO TIVESSE SIDO POSSIVEL ESSA COMUNICAÇÃO O BANDIDO TERIA SIDO PRESO.
 
FORAM ROUBADOS EM BRAZÓPOLIS OUTROS DOIS TRATORES SEM NENHUMA SOLUÇÃO.
 
FOI ROUBADO TAMBÉM UM TRATOR EM GONÇALVES, MG,  SEM SOLUÇÃO.
 
PAGAMOS IMPOSTOS PARA NADA.  LAMENTÁVEL.
 
 

O TRATOR ROUBADO TERIA PASSADO POR ESSA REGIÃO E CONFORME A FOTO.
 
TEM POUCAS HORAS DE USO.  AGRADECEMOS E GRATIFICAREMOS INFORMAÇÕES QUE CONDUZAM AO RESGATE DO TRATOR.

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

113. CONSERVAÇÃO DAS ALCAPARRAS


É muito antiga a necessidade humana de conservar seus alimentos para a utilização posterior. O sal, o frio e o calor foram, talvez, os métodos ancestrais mais utilizados pelos homens.

Azeitonas e alcaparras são conhecidas e consumidas pelos seres humanos há pelo menos três milênios, mas absolutamente não as comemos ao natural devido não serem palatáveis por conterem oleuropeina, as primeiras, e um glicosídeo, as segundas, ambas substâncias muito amargas ao nosso paladar. Por isso, antes de pensar-se em conservá-las para consumo posterior, temos que retirar as substancias que as tornam amargas.

Nossos antepassados utilizavam o sal, cloreto de sódio, para todas as curas e procedimentos e também sal e água, a salmoura,  e  esse foi o primeiro tratamento feito para a retirada das substancia indesejáveis de ambos os alimentos em questão. A essa cura segue-se uma fermentação láctica que torna esses alimentos mais agradáveis ao nosso paladar. No caso das azeitonas um processo de cura mais recente, utilizando hidróxido de sódio inventado na Califórnia, EUA, abrevia o tempo de cura e melhora a qualidade do produto.

É milenar o processo utilizado para retirar o amargor da alcaparra recém colhida. O sal, de preferência não  muito fino, irá desidratar parcialmente as alcaparras retirando junto o glicosídeo. Acontece também nessa hora a fermentação láctica que melhora o aroma e o sabor do condimento. Apesar de alguma informação errônea existente na mídia, essa água deve ser retirada para não comprometer o sabor das alcaparras que, em seguida, devem ser lavadas para remover o excesso de sal.  O processo de cura demora em torno de 20 dias nos quais as alcaparras permanecem nessa salmoura. Por isso alguma quantidade de sal penetra no botão floral e mesmo que se lave abundantemente não será possível retirar todo o sal, motivo pelo qual  as alcaparras são salgadas não somente pelo sal de conservação mas também pelo de cura.

Uma vez pronta para o consumo é necessário algum tipo de procedimento para que não sejam atacadas por fungos e bactérias durante o período  em que são comercializadas e usadas. Esses procedimentos devem estar atentos principalmente para o  desenvolvimento da bactéria clostridium botulinum, cuja toxina causa o botulismo, doença rara porém de cura muito complicada. A conservação das alcaparras se faz principalmente por quatro procedimentos.

1-   Água, vinagre e sal.
2-  Somente sal.
3- Azeite ou óleo.
4- Vinho.

Esses métodos são utilizados há centenas de anos. Entretanto na ilha de Pantelleria (Sicilia, Itália) os produtores, de uma forma quase religiosa, preferem conservar somente no sal marinho e explicam: a alcaparra é um condimento com aroma e sabor próprios. A mistura com qualquer outro gosto ou perfume irá prejudicar sua fragrância.


A conservação das alcaparras somente no sal implica em mantê-las em contato com o NaCl em quantidade de 10 a 33 %, e nesse caso poderão ser conservadas por dois ou mais anos, mas existem dois inconvenientes. O primeiro é que ficam muito salgadas e antes de utilizá-las devem ser bem lavadas, como se faz com o aliche ou com o bacalhau.  Mas no caso da alcaparra e do aliche o sal não sai totalmente. Como a alcaparra é um condimento, deve-se prever que o sal sobejante nas alcaparras irão servir para salgar a comida que está sendo feita. O outro inconveniente é que deve-se revolve-las de vez em quando para que algumas não fiquem por muito tempo com pouco sal. Mas, difícil de quantificar, resta sempre uma certa quantidade de sal dentro do botão floral que poderá protegê-lo do ataque de fungos e bactérias.


O básico necessário seria manter as alcaparras somente no sal.  Entretanto pelos motivos expostos, comercialmente, tornou-se mais vantajoso colocá-las para a venda em  água com vinagre e sal. Ora, o vinagre altera o sabor e o aroma das alcaparras, por que, então utilizá-lo?  Sucede que para haver certa segurança contra a proliferação de bactérias, especialmente a clostridium botulinum, é necessário manter um PH abaixo de 4,5  e nesse caso o vinagre de vinho, abundante nos países que foram os primeiros produtores de alcaparras (porque agora o Marrocos é o maior produtor)  foi o escolhido como acidificante. 


Porém, outro motivo também com viés comercial é o fato de que as alcaparras na água de vinagre, ou água e sal (foto 4),  ficam mais bonitas de se ver porque redondinhos e cheias de água, com aqueles pontinhos cinzas. Pesam até 30% a mais do que as secas no sal.

A conservação no azeite também tem algumas ocorrências que devem ser bem analisadas.  A primeira delas é que se colocarmos alcaparras e azeite na geladeira, o azeite se tornará sólido (pastoso) a 14 ºC.  Esse fato poderá tornar mais trabalhosa a utilização das alcaparras quando for fazer um molho com manteiga. Pode-se, todavia, utilizar uma mistura de azeite e óleo de soja, por exemplo, que impedira o congelamento. Por outro lado, o azeite ou o óleo protege as alcaparras do desenvolvimento de bactérias aeróbias mas não das anaeróbias.  Nesse caso para evitar a toxina produzida eventualmente pela bactéria devemos acidificar  o azeite para que fique  com PH abaixo de  4,5 .

A conservação no vinho é pouco utilizada para grandes períodos e escassamente usada na culinária atual.

Existem outras maneiras de conservar alcaparras em solução de água e sal acidificada com acido acético ou cítrico e a pasteurização é uma delas.  Certas bactérias suportam temperaturas de 100ºC e seria, portanto, necessário uma autoclave que chegasse a 121ºC para destruí-las.  No entanto a toxina que causa o botulismo é anulada a 80ºC.   São também bastante utilizados como conservantes o sorbato de potássio e o benzoato de sódio para impedir o desenvolvimento de bactérias.  As alcaparras importadas do Marrocos e de outros produtores, que às vezes demoram muito tempo (e não se sabe quanto porque não informam o ano em que foram colhidas)  dentro do sal até chegarem ao consumidor final precisam que se lhes adicione acidificante cítrico ou ascórbico e também sorbatos e benzoatos.  São alcaparras já envelhecidas, as vezes se desfazendo, e vendidas a preços menores para as indústrias de molhos etc.

Quem puder escolher deve comprar alcaparras sem conservantes e de preferência somente conservadas no sal.    21.nov.2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

112. ESTERÓIDES PRESENTES NAS SEMENTES DAS ALCAPARREIRAS

(Sterol composition of caper - spinosa- seeds)

Estudos feitos por Nizar Tlili e outros nos laboratórios do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências de Tunis, Tunisia, sobre a presença de esteróides nas sementes das alcaparreiras (caparis spinosa) resultaram na importância dessas sementes para a indústria química e farmacêutica, conforme se poderá verificar nas tabelas abaixo.


No Brasil, segundo experiências realizadas em Brasópolis, MG,  a floração da planta é bastante longa e, dependendo das variações do clima -temperatura-,  pode iniciar em agosto prolongando-se até meados de maio!  Naturalmente nos primeiros três ou quatro meses a produção é maior, decrescendo até chegar a maio. Ao final da floração, com o decréscimo substancial na produção de botões florais, poderá não ser econômico fazer a colheita das alcaparras. Nesse caso poder-se-a deixar florescer para a produção de sementes. Cada flor originará mais do que 100 sementes.  O recolhimento dessas sementes assim que estejam prontas - marrom escura - e cuidando para que as formigas não façam a colheita antes, originará para o agricultor uma renda extra uma vez que se inicia a procura dessas sementes para a extração de seus componentes essenciais.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

111. CORREÇÃO: PAGINA 51 DO LIVRO O "CULTIVO DE ALCAPARREIRAS"




PAGINA 51 DO LIVRO O  "CULTIVO DE ALCAPARREIRAS"




CORREÇÃO: ONDE DE SE LÊ 1 GRAMA LEIA-SE 1,6 GRAMAS NO MÍNIMO, DEPENDENDO DO TAMANHO DAS SEMENTES E DE SUA UMIDADE.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

110. ALCAPARRAS ITALIANAS, MARROQUINAS E BRASILEIRAS


Nas fotos acima as alcaparras de números 3, 4, 5 e 7 foram compradas em supermercado na Itália. As de números 1, 2 e 6 são produzidas em Brazópolis. O que se pretende mostrar aqui é qual seria a melhor maneira de conservar-las para a comercialização e o consumo.

Os produtores de alcaparras da ilha de Pantelleria, Sicilia, Itália, uma das melhores existentes no mercado, aconselham conservar e manter as alcaparras somente no sal marinho, isto é, conservar e colocar no comércio alcaparras e sal somente. Em geral é nessa forma que se comercializa na Itália, vide potes de plástico 3 e 4 e vidrinho nº 5.  Dizem que se deve conservar o sabor e o perfume do condimento e por isso descartam a utilização do vinagre como coadjuvante na conservação das alcaparras.

Como as olivas, as alcaparras necessitam de sofrerem um processo de cura para se tornarem palatáveis e isso se faz através da imersão dos botões florais em salmoura. Uma vez curadas, como a maioria das olivas, retém certa quantidade de sal. Para posterior conservação e comercialização, o que mantém as alcaparras próprias para consumo por no mínimo 2 (dois) anos, se utiliza principalmente 4 (quatro) processos.

 O primeiro procedimento, bastante utilizado na Itália, consta em manter as alcaparras em certa quantidade de sal, além daquele retido durante o processo de salmoura, de maneira a impedir sua deterioração. Dependendo da quantidade de sal as alcaparras poderão se conservar por até 5 (cinco) anos. Esse método é mais natural e preserva o sabor e aroma do tempero, mas tem o inconveniente de necessitar de um tempo maior na operação de lavar para retirar o sal em excesso por ocasião do uso. Entretanto o maior inconveniente é quanto o aspecto que as alcaparras apresentam após uns dois anos. Nas fotos 3, 4 e 7 se vê que as alcaparras tornaram-se mais amareladas. Isso não significa que perderam suas qualidades organolépticas, mas constitui somente um defeito visual que pode prejudicar sua comercialização.

O segundo e o terceiro métodos consistem em conservá-las no azeite ou no vinho. Ambos os procedimentos, naturalmente, irão interferir no aroma e sabor do condimento, todavia são pouco utilizados.

Como ultima opção, comercialmente a melhor no sentido da apresentação para a venda no varejo especialmente no Brasil, é manterem-se as alcaparras em uma salmoura fraca e adicionar vinagre.  A adição do vinagre, operação realizada para possibilitar a diminuição do sal de conservação, mas principalmente para embelezar o produto, traz como conseqüência a mistura de aroma e sabor de dois condimentos: vinagre e alcaparras. Os entendidos criticam acerbamente essa mistura incoerente que retira à alcaparra seu sabor peculiar.

Nas fotos acima as alcaparras dos potes de alcaparras 1 (um), 2 (dois) e 6 (seis) são de nossa produção.  O pote 1 (um) contém alcaparras e uma mistura de azeite e óleo de girassol. Caso se coloque somente azeite ele se solidificará na geladeira, ocorrência indesejável.  O pote 2 (dois) tem alcaparras e sal com menos do que dois anos e abaixo se vê a amostra das alcaparras ainda com uma tonalidade verde.  No pote 6 (seis) estamos fazendo uma experiência de conservar as alcaparras somente em uma salmoura saturada, sem a adição de vinagre, a fim de conservar cem por cento as propriedades naturais do condimento. Temos que aguardar um período de 2 (dois) anos para verificar o resultado. Caso seja satisfatório seria uma maneira de manter, sem mistura, as propriedades das alcaparras.    Di Petta  Nov.2018 


109. PREDADOR DA CEPA DA ALCAPARREIRA



A FOTO 627 MOSTRA A CEPA COM DOIS GALHOS. O DA DIREITA ESTÁ SAUDAVEL, O OUTRO APRESENTA RACHADURAS E ESCURECIMENTO DA CASCA QUE LOGO APODRECE. INICIALMENTE PENSOU-SE EM ATAQUE POR FUNGOS E FOI UTILIZADA A CALDA BORDALEZA. NÃO RESULTOU. AS FOTOS 532 E 535 MOSTRAM OS GALHOS PROXIMOS À CEPA ATACADOS. AS FOTOS 533 E 534 NOS MOSTRAM O ATAQUE DE OUTRO PREDADOR, PROVAVELMENTE INSETO, E QUE ATÉ AGORA NÃO SE CONSEGUIU VER PROVAVELMENTE PORQUE ATACA À NOITE.


108. ALCAPARREIRAS E VIDEIRAS


Na Europa temos seis tipos de climas, quase todos se caracterizam por temperaturas baixas no inverno e, dependendo da latitude, a temperatura média de inverno fica entre 0°C a 10°C. Por esse motivo muitos vegetais assumem um estado de dormência no período frio e esse é o caso das videiras e das alcaparreiras que perdem suas folhas durante o inverno. Todavia quando essas espécies são transferidas para climas mais quentes, intertropicais, como exemplo a região de Brazópolis, MG, onde as temperaturas médias invernais podem variar bastante, às vezes ocorrem brotações e frutificação no outono e mesmo durante o inverno.



As fotos 516, 517, 519, 520 mostram brotações e frutificação no cultivo de três videiras ao final do outono, o que não é comum, a menos que se tomem providencias para obter duas colheitas por ano.

Nas proximidades, em uma roça de 150 alcaparreiras que estão sendo cultivadas para a obtenção de variações genéticas, 50% delas estão em pré estagio de dormência conforme se vê na foto 525 e também na foto 526 (planta em segundo plano). As outras fotos mostram as plantas em brotação e florescimento. Em climas mais frios muito dificilmente ocorre essa brotação e frutificação temporã e acredito que a planta precisa desse descanso e talvez por isso seja uma planta longeva.  O que temos constatado nessa experimentação em nosso clima é que algumas plantas frutificam durante quase 10 meses ao ano, enquanto que em seu local de origem isso acontece somente nos meses quentes do verão.

O estresse, advindo da alteração das temperaturas a que a espécie estava ajustada certamente irá forçar o aparecimento de variações tendentes a adaptar a planta para um novo comportamento de mínimo consumo de energia. Todavia isso ocorrerá em prazo muito longo e somente nas plantas com multiplicação sexuada.






segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

107. ALCAPARREIRAS COMO PLANTA INVASORA EM MINAS GERAIS

 ALCAPARREIRAS COMO PLANTA INVASORA EM MINAS GERAIS.

APÓS QUASE VINTE ANOS CULTIVANDO ALCAPARREIRAS EU NÃO CONSEGUI, AINDA, DESCOBRIR UM METODO INFALIVEL PARA MELHORAR O PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO DAS SEMENTES. O PERCENTUAL DE GERMINAÇÃO ADMITIDO PELOS ENTENDIDOS É MUITO BAIXO, EM TORNO DE 7%, MAS PIOR DO QUE ISSO É SUA ALEATORIEDADE. PODE SER ZERO OU 50% SEM UMA CAUSA QUE PUDESSE SER ESTABELECIDA COMO NORMA.

ENTRETANTO AS FORMIGAS PARECEM CONHECER ALGUM SEGREDO PARA ELIMINAR A DORMÊNCIA DESSAS SEMENTES. ABAIXO ALGUMAS FOTOS DE ALCAPARREIRAS GERMINADAS EM LUGARES INUSITADOS E, CERTAMENTE, SEMEADOS PELAS FORMIGAS QUE FREQUENTAM AS CÁPSULAS ABERTAS DAS SEMENTES. EM UMA NOITE AS FORMIGAS CHEGAM A TRANSPORTAR 200 OU 300 SEMENTES!





             
  SOBRE A GERMINAÇÃO DAS SEMENTES DAS ALCAPARREIRAS, GARIMPANDO NA INTERNET, ENCONTREI UM ARTIGO “BY DEMETRIOS C. KONTAXIS, PH.D” PUBLICADO PELA UNIVERSIDADE DA CALIFORNIA, EUA, QUE PONTIFICA A DIFICULDADE EM FAZER GERMINAR AS SEMENTES, DÁ UMA RECEITA, UM TANTO COMPLEXA, PARA ACORDÁ-LAS E AUMENTAR O PERCENTUAL GERMINATIVO PARA, DE 40 A 75%.  NA ÉPOCA, 1989, DISSE TAMBÉM QUE SERIA UMA BOA NOVIDADE A COLHEITA DE ALCAPARRAS PARA A CALIFORNIA.


ABAIXO O ARTIGO.


Capers: A New Crop For California?
Small Farm Center, University of California, Davis, CA 95616
Revised July 1989
By Demetrios C. Kontaxis, Ph.D.
University of California
Pest Management I Public Information Programs Advisor

Contra Costa County

Caper, Capparis spinosa, is a member of the order Capperales, family Caperaceae which contains about 200 species. It is a native of the Mediterranean area, as well as of the tropics. The name caper derives from the Arabic word Kabar. The plant is a deciduous dicot (with two seed leaves and shedding all its leaves each year), and grows about two feet tall and spreading. The vines can be 2-3 meters (or 7 to 10 feet long), and have a very deep root system. The plant is very drought resistant, needs little cultural care, requires good drainage, and is practically free of diseases and insect pests.

The flowers are bisexual with numerous stamens. They are attractive and resemble a rose flower, with white petals and purple shades about 4-6 cm (2 to 2.5 inches) in diameter. The lifespan of the flower is short, about 24-36 hours-but each plant produces hundreds each season. The fruit is green, elongated, 3-5 cm (2-3 inches long), 1-1.5 cm (1/2 - 3/4 inch) in diameter, and contains 200-300 seeds. The leaves are oval in shape, leathery and shiny green. The plant is propagated sexually (by seed) or asexually (by cuttings or roots). The preferred method is the latter simply because of the variability found in seed propagated plants.
The cuttings are rooted in the greenhouse for at least one year and then planted in the field, spaced 5 X 5 meters (about 16 by 16 feet) apart. Field planting takes place during February-March. During the first two summers after planting 2-3 irrigations are required but plants older than 2 years do not need irrigation. Spring fertilization with Ammonium sulfate (21-0-0) or 16-16-l6 at a rate of 1/2 pound per plant per year is advisable. Watering is required after each application.

There is no detailed information on varieties. One group of caper is spineless, C. spinosa, whereas, another bears spines. Both appear to produce equally well.
Mature caper plants are pruned to ground level during November-December. In the spring, tender new shoots develop, which are used as a vegetable and, according to some people, are better than asparagus spears. Buds are picked from mid-May to mid-August. A 2-year old plant will produce some, a 3-year old plant produces just over 2 lbs/year, and a plant older than 4 years may produce over 20 lbs. of buds per year. The unopened buds are picked by hand, sorted into five different qualities and brined in a similar way as cucumbers (Figure 4). The smaller the bud the higher the quality and price. A glass vial of about 200 grams of good quality caper sells for almost $5.00. The fruit is also brined but is considered inferior quality, and is not as important commercially.

Capers are grown commercially in Morocco, Spain and Italy. In Greece, Cyprus, and Turkey the plant is well adapted but it is not cultivated commercially. The United States imports more than $5 million worth of processed capers annually from these countries.
The principal use of capers is as a condiment - in salads or sauces, or with steaks, fish, poultry, or lamb. It is also used to make cosmetics that improve dry skin, and in making certain medicines. Some Capparis species are poisonous. Depending on their use, capers can be considered a vegetable (shoots) or an herb (processed buds).
Besides these food uses, capers can be used as an ornamental - the flowers are numerous and very attractive and the foliage is shiny, deep green. Finally, the plant may be used to control soil erosion, especially on slopes where irrigation is difficult and soil erosion is more pronounced.

Germinating and Transplanting Seedlings

1. Fill a jar (quart size) with warm water (110-115 F.).
2. Drop seed into water to soak for at least 12 hours. Let water cool to room temperature. No need to keep water temperature at 110-115 F. for the duration of this treatment.
3. Discard water, wrap seed in a moist towel, place in a plastic bag and keep in the refrigerator for 65 to 70 days.
4. Then take seed out of the refrigerator and treat it again as in step #2. No refrigeration necessary this time.
5. Plant about 1/4 to 1/2 inch deep in a soil mix of 50-25-25 parts planting mix (or U.C. soil), perlite and sand, respectively. Use 6 inch clay pots or deep flats.
6. Water well and keep in a warm area (70-85 F.), in part to full sun.
7. Do not let top of soil crust over. Keep soil moist.
8. Germination should start within 3-4 weeks and may continue for 2-3 months. Not all seeds germinate at the same time.
9. Let seedlings grow to 3-5 inches tall before transplanting. If seedlings are too crowded in the clay pot or flat do not pull them. Instead, use a scissor and cut off the small, less vigorous, undesirable ones. This way the root system of the remaining seedlings is not disturbed.
10. Transplant the seedlings to individual one gallon containers, in the same planting mix as above. When transplanting, disturb the root system as little as possible - try to keep some original soil around each transplanted seedling. Good drainage soil is essential to prevent root rot.
11. Pack the soil tight around the transplanted seedling and water well immediately.
12. Cover each container with a plastic bag and keep in a shaded spot (if it is spring, summer) or a warm area (70-85 F.) if it is winter. Keep the plastic bag in place for one week.
13. Then (after 1 week) cut off the top of the bag so that the seedling will be gradually exposed to the natural environment. In another 10 days enlarge the plastic bag opening.
14. One week later remove the plastic bags and keep in a shaded area.
15. Keep in the one gallon containers and plant in early spring, after the last frost, when soil is workable.
16. Plant in elevated rows. The rows should be 8 to 10 feet apart and the plants in each row should be 8 to 10 feet apart.
17. Water well. Make certain drainage is adequate flooding should be avoided.
18. Water frequently and fertilize with either 21-0-0 or 16-16-16; two-to-three times during the spring-summer months. Irrigation is essential for the first 2 years of development.
19. Do not prune the young plant for the first two years.
20. Prune to the ground (soil surface) 3 year or older plants during November-December.

Note: Caper seed is difficult to germinate. The above methods have resulted in 40-75% germination. Seedlings are very temperamental when transplanted. Some may wilt and die. To reduce this loss, transplant with soil attached to the root system, water and cover with a plastic bag immediately after transplanting. Use mature (dark brown-black) seed, one to two years old. Seeds can be obtained through Park Seed Company, Cokesbury Road, Greenwood, South Carolina, 29647-0001. (803)223-7333. For more information on seeds and seedling sources, contact the author at Contra Costa County Cooperative Extension: (415) 646-6540.